Medicina. Quando O Mais Se Torna Menos.


Nos últimos 12 anos, quase uma centena de cursos de medicina foram abertos no Brasil. O MEC, corretamente, suspendeu em 2018, novas licenças para abertura deste curso.
Mais do que injetar no mercado brasileiro um número maior de médicos, esta abertura indiscriminada de novos cursos poderia colocar em risco a qualidade destes profissionais e provocar uma saturação desta categoria em um país com uma pobre e defasada estrutura pública de saúde.

 A socialização da medicina, não é, e nunca será, a solução para sanar os graves problemas nesta área. Governo, conselhos de classe, médicos e estudantes de medicina precisam ser contra a socialização e mercantilização da mais importante profissão da humanidade.

Hoje já são mais de 300 faculdades de medicina em nosso país. Em dez anos, já será, proporcionalmente falando, muito excessivo o número destes novos profissionais, em relação à estrutura hospitalar e ambulatorial disponíveis no território brasileiro. É necessário que haja, além da proibição da abertura de novos cursos, um controle da qualidade do ensino aplicado pelas faculdades existentes. Há de ressaltar, que não basta haver médicos. É necessário investimento público e privado em estrutura física, com equipamentos, medicamentos e tecnologia, para que estes profissionais possam exercer com eficiência o atendimento à população.